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Pior abril de todos os tempos: Rio registra recorde negativo em cinco tipos de roubo

Jornal Extra - 28/05/2017 / Foto: Aviso sobre alto risco de assaltos alerta visitantes em Santa Teresa, bairro turístico da cidade Foto: Alexandre Cassiano / 11.05.2017 / Agência O Globo

Nunca antes na história do estado roubou-se tanto quanto no último abril. Dados divulgados recentemente pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) apontam que o Rio de Janeiro registrou, na comparação com o mesmo mês de anos anteriores, o maior número de ocorrências da série histórica para cinco diferentes modalidades de roubos — a pedestre, em coletivo, de carga, de veículo e de celular —, assim como para o total de casos de assaltos.

O recorde negativo aponta, em três desses índices (roubos a pedestre, em coletivo e de carga), para a pior marca dos últimos 27 anos, já que as estatísticas têm início em 1991. Para os tipos de crime restantes, os números mais antigos disponibilizados pelo ISP são de 2003 — veja mais no infográfico abaixo.

Os quase 23 mil casos de roubos registrados em abril, um aumento de 47,4% em relação ao mesmo mês de 2016, representam uma média de uma vítima a cada menos de dois minutos. As maiores subidas percentuais na comparação com abril do ano passado se deram nos roubos em coletivo e de celular: 77,6% e 73%, respectivamente.

Vale frisar que, com a greve da Polícia Civil, os índices divulgados pelo ISP vêm sendo afetados por uma grande subnotificação, que prejudica sobretudo a análise dos dados consolidados. Embora já viesse perdendo força, a paralisação só foi oficialmente interrompida em 7 de abril.

Os roubos a pedestre, por exemplo, tiveram queda de 15,1% quando considerados os registros feitos nos quatro primeiros meses do ano, diante do mesmo período em 2016. Já tendo como base apenas abril, a estatística, tal quais as restantes, segue caminho inverso: crescimento de 26,2%.

Mesquita é a área mais crítica

Apenas duas das 39 Áreas Integradas de Segurança Pública (Aisps) do estado aparecem entre as cinco regiões com mais ocorrências em todos os seis índices analisados pelo EXTRA: as atendidas pelo 7º BPM (São Gonçalo) e pelo 20º BPM (Mesquita). A situação mais crítica, porém, é a do batalhão da Baixada Fluminense, cuja área só não é primeira colocada nos roubos de cargas e em coletivos.

Se em números brutos prevalecem como mais violentas, além de São Gonçalo, Aisps da Baixada e da Zona Norte da capital, outro fenômeno ocorre considerando os crescimentos percentuais, em abril, diante do mesmo mês em 2016. Pontos nobres, como Leblon e Copacabana — palco do maior aumento no total de roubos —, também surgem entre os de pior desempenho.

A Polícia Militar afirmou estar “atenta aos índices” do ISP, de modo a aperfeiçoar o patrulhamento, e informou que o 7º BPM e o 20º BPM vêm recebendo, desde o início do mês, reforço de PMs do interior do estado.

 

 

Veja a íntegra da nota da PM:

"A Polícia Militar está atenta aos índices divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) para aperfeiçoar o patrulhamento empregado no Estado do Rio e o planejamento operacional de suas Unidades para combater tais práticas criminosas.

Durante os meses de maio e junho, no período de quinta a domingo, a Baixada Fluminense e a região de São Gonçalo ganharam o reforço de policiais militares oriundos dos batalhões do interior do estado. Trata-se da Operação Presença, que a partir do policiamento ostensivo irá prevenir e reprimir o roubo de rua e a veículos nas áreas em que houve maior incidência desses delitos, proporcionando assim, maior sensação de segurança à população.

São 150 policiais que reforçam as áreas do 7ºBPM (São Gonçalo) e do 20ºBPM (Mesquita), atuando ao lado da tropa que já compõe o policiamento ordinário. Para disponibilizar esse efetivo vindo do interior do estado, sem prejudicar o policiamento em suas respectivas áreas de origem, houve a mudança nas escalas dos policiais.

A Operação Presença contemplará outros batalhões onde for avaliada a necessidade pelo comando da Corporação.

A assessoria de imprensa da PM informa que a Corporação entende que a Segurança Pública é um assunto complexo. É preciso atuar nas causas para evitar que a Corporação seja cobrada pelas consequências."