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SindSeg RS alerta para os riscos da contratação de seguros pirata
Revista JRS
A criminalidade em alta acaba refletindo no preço dos seguros de veículos. Com isso, muitas pessoas acabam procurando preços mais em conta e contratando uma proteção veicular. Com preços até 70% mais baixos que um seguro tradicional, a proteção veicular oferece normalmente rastreamento e outros itens. Mas será que está tudo certo? Segundo o Presidente do Sindicato das Seguradoras do RS (SindSegRS), Guacir Bueno, é preciso desconfiar quando o valor é muito destoante. “As seguradoras são regulamentadas pela Susep (Superintendência de Seguros Privados) e oferecem garantia efetiva de cobertura dentro das regras contratadas. Estas empresas que oferecem estes seguros piratas colocam em risco o patrimônio do contratante, por não dar garantia de indenização em caso de sinistro”, explica.
Os seguros piratas, conhecidos como proteção veicular, são comercializados por associações e cooperativas e não são regulamentados pela entidade governamental. Outra diferença, é que ao contratar um seguro através de uma seguradora, a pessoa passa a ser segurada, enquanto através dessas outras empresas ela se torna associada. “Pode parecer uma pequena diferença de nomenclatura, mas tem um impacto prático bem grande, pois não deixa as regras estabelecidas desde o começo. Temos registrado um número muito grande de reclamações de clientes que tiveram problemas com o seu veículo e ao acionar a sua proteção não conseguiram a indenização ou houve uma demora muito grande para obtê-la. É o legítimo barato que sai caro”, destaca Bueno.
As seguradoras, por exemplo, precisam manter uma reserva financeira técnica para poderem operar, mas estas associações, por não estarem subordinadas a Susep não possuem esta obrigatoriedade, o que representa um enorme risco em caso de falência, por exemplo. O pagamento da “cobertura” dos seguros piratas é mensal e, em caso de sinistro, todos os participantes do grupo teriam que se cotizar para pagar a indenização.
Tanto Susep quanto Ministério Público vem fiscalizando e multando empresas que tem esta prática ilegal, mas muitas vezes elas mudam apenas a razão social ou CNPJ e continuam existindo. “A fiscalização deve ser de todos. Da sociedade em não adquirir este tipo de produto e denunciando quando identifica, do poder público fiscalizando e coibindo esta prática e do mercado segurador divulgando os riscos para as pessoas que adquirem esta modalidade”, afirma. Para Bueno, a melhor maneira de evitar uma cilada é desconfiar quando se encontra preços muito baixos e buscar sempre a orientação de um corretor de seguros. No site da Susep é possível verificar as empresas regulamentadas.

